Quaest em GO: Daniel Vilela, 37%; Marconi Perillo, 20%
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) aponta Daniel Vilela (MDB) na liderança da corrida pelo governo de Goiás nas eleições de 2026. O levantamento foi realizado a pedido da TV Anhanguera e mostra o vice-governador com 37% das intenções de voto na pesquisa estimulada.
Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo lugar, com 20%, seguido por Wilder Morais (PL), com 12%. Luis Cesar Bueno (PT) registra 4%. Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO) não chegaram a 1%.
Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 7%, enquanto 20% ainda estão indecisos.
Daniel Vilela também lidera na pesquisa espontânea
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Daniel Vilela mantém a liderança, com 17% das citações.
Marconi Perillo aparece com 4% e Wilder Morais com 3%. Outros nomes somam 1%. Brancos e nulos representam 1%, enquanto o percentual de eleitores que não souberam indicar um candidato chega a 74%.
O resultado evidencia que, embora Daniel Vilela esteja à frente na pesquisa estimulada, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não definiu sua escolha.
Vilela vence simulações de segundo turno
Nos dois cenários de segundo turno testados pela Quaest, Daniel Vilela aparece com vantagem.
Em uma disputa contra Marconi Perillo, Vilela alcança 53%, contra 28% do tucano. Outros 8% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 11% estão indecisos.
Já contra Wilder Morais, Daniel Vilela amplia a vantagem e chega a 56%, enquanto o candidato do PL registra 18%. Nesse cenário, 11% escolheriam branco, nulo ou nenhum dos dois e 15% permanecem indecisos.
Maioria quer continuidade ou mudanças pontuais
A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre o caminho que o próximo governo deveria seguir.
38% defendem que o próximo governador mude apenas o que não está funcionando, enquanto 36% consideram que o trabalho atual deve continuar. Outros 24% avaliam que é necessário promover uma mudança completa no governo.
Eleitores se dividem sobre alianças políticas
Em relação ao posicionamento político do próximo governador, 37% dos entrevistados afirmam preferir um candidato aliado de Flávio Bolsonaro. O mesmo percentual, de 37%, prefere um governador independente.
Já 20% gostariam que o próximo governador fosse aliado do presidente Lula. Outros 6% não souberam ou não responderam.
O apoio de Lula aumenta a chance de voto para 17% dos entrevistados, enquanto 43% dizem que não altera a escolha e 37% afirmam que diminui a possibilidade de votar no candidato apoiado pelo presidente.
No caso de Flávio Bolsonaro, 35% dizem que seu apoio aumenta a chance de voto, 39% afirmam que não muda nada e 23% dizem que diminui a possibilidade de escolher o candidato.
Saúde é apontada como principal problema de Goiás
A saúde aparece como o principal problema do estado, citada por 37% dos entrevistados.
Violência vem em segundo lugar, com 15%, seguida por economia, com 9%. Educação e infraestrutura foram mencionadas por 6% cada. Corrupção e pobreza/desigualdade aparecem com 4% cada, enquanto desemprego foi citado por 3%.
Marconi tem maior rejeição
Entre os principais candidatos, Marconi Perillo apresenta o maior índice de rejeição. 49% dos entrevistados afirmam conhecê-lo, mas dizem que não votariam nele.
Daniel Vilela aparece com 23% de rejeição, enquanto Wilder Morais registra 22%. Luis Cesar Bueno tem 19%.
Apesar da rejeição, Daniel Vilela apresenta o maior percentual de eleitores que dizem conhecê-lo e votariam nele: 52%. Marconi registra 38% e Wilder, 22%.
Governo estadual tem 64% de aprovação
A avaliação da administração estadual também aparece favorável. 64% dos entrevistados aprovam o governo de Daniel Vilela, enquanto 12% desaprovam. Outros 24% não souberam ou não responderam.
Na avaliação da gestão, 48% classificam o governo como positivo, 29% como regular e apenas 7% como negativo.
A pesquisa também perguntou se Ronaldo Caiado (PSD) merece ser reeleito ou eleger um sucessor. 69% afirmam que o governador merece eleger um sucessor, enquanto 21% dizem que não. Outros 10% não souberam ou não responderam.
Pesquisa
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-06186/2026.