Em reunião do Gabinete de Gestão de Crise Covid-19, nesta segunda-feira (03), a Prefeitura de Goiânia decidiu que a feira hippie continue funcionando aos sábados e domingos – dias que a feira tem autorização para funcionar. Mesmo autorizada desde o dia 21 de agosto, algumas lideranças optaram por não funcionar nas últimas duas semanas.

Durante o encontro, foi franqueada a palavra ao representante de uma das associações que representa os mais de cinco mil trabalhadores. Ele reiterou a importância da sexta-feira por se tratar de um dia em que muitas caravanas vêm do interior para a região da Rua 44. Em resposta, os membros do comitê, Walison Moreira (Sedetec) e Fátima Mrué (Secretaria de Saúde), defenderam que é importante que a feira volte para que sejam realizadas as avaliações dos riscos de conceder um dia extra ao funcionamento.

“Sexta-feira não é o dia da feira funcionar. A feira começou a funcionar no domingo, aí os feirantes conquistaram, no passado, em 2016, o direito de trabalharem também aos sábados. Havia um acordo provisório para funcionarem às sextas até o início das obras da Praça do Trabalhador, que aconteceu há um ano, ou seja, desde então eles já deveriam voltar a trabalhar nos dias autorizados e achamos que agora não é o momento de acrescentar o dia de maior aglomeração na região à Feira Hippie”, afirmou o secretário da Sedetec, Walison Moreira.

“Eles ficaram quatro meses sem poder trabalhar, acreditamos que muitos querem voltar a trabalhar e a prefeitura criou os protocolos para que isso ocorresse de forma segura por determinação do prefeito Iris Rezende, que sempre foi sensível a demanda dos segmentos, incluindo o feirante que precisa voltar por questões financeiras e psicológicas também”, reforça Walison.

Para o secretário de Governo e presidente do comitê de crise, Paulo Ortegal, a concessão de mais um dia será condicionado ao acompanhamento da evolução do contágio e consequente aumento da demanda por novos leitos de internação na capital e ressalta o diálogo da prefeitura com o segmento.

“Foi importantes ouvirmos o que o senhor Divino da Silva, representante dos feirantes, tinha a dizer a todo gabinete de crise. Temos limites, estamos vivendo um momento diferenciado, um momento de pandemia, temos questões epidemiológicas, mas o diálogo com os secretários de desenvolvimento e Saúde continua”.

Segmentos

A retomada das 32 feiras especiais na capital faz parte do plano da Prefeitura de Goiânia de reabertura da economia iniciada no mês de julho. Aptas a retornar após quatro meses com interrupção por conta das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus, as feiras contam com vários protocolos criados pela administração em conjunto com os representantes da categoria.

O revezamento semanal deve ser feito entre bancas impares e pares, a iniciar pelas bancas de números ímpares. Exemplo: primeira semana de funcionamento, devem executar os seus trabalhos as bancas de número 1,3,5,7 e assim sucessivamente, conforme o número total de bancas da feira.

Já na semana seguinte, devem executar os seus trabalhos as bancas de número 2,4,6,8 e assim sucessivamente. A medida deve garantir que todas as bancas funcionem quinzenalmente e atinjam o distanciamento necessário. Caso não seja possível o revezamento pela numeração, deve ser feita a intercalação entre as bancas, de modo que assegure o distanciamento obrigatório.

Para cumprir todas as normas os feirantes deverão ter paciência e colaborar com as autoridades responsáveis para que não haja nenhum prejuízo no enfrentamento à pandemia. Em caso do não cumprimento dos protocolos sugeridos, pode resultar e advertência ou suspensão das autorizações.