A inflação em Goiânia terminou 2019 em alta, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Mauro Borges (IMB) de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos. No mês de dezembro o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,51%, valor acima do apurado em novembro. No ano, o índice registrou variação acumulada de 6,57%, o resultado foi superior ao verificado em 2018, de 5,05%.

O maior responsável pela alta do IPC em Goiânia foi o grupo de despesas com alimentação, que registrou variação positiva pelo segundo mês consecutivo. Em dezembro os preços aumentaram 4,75%, sendo que os itens que mais se destacaram foram a carne bovina (22,89%), o tomate (40,88%) e o feijão carioca (19,07%). Os reajustes também influenciaram os preços dos alimentos fora do domicílio, o almoço a peso ficou mais caro em média, 6,46%.

O economista do IMB, Marcelo Eurico de Sousa, explica que não houve inflação generalizada, somente no grupo alimentação 72 produtos foram pesquisados, mas nem todos tiveram alta de preços. O feijão carioca, que já havia pressionado o IPC em fevereiro, voltou nos dois últimos meses do ano a impactar fortemente o índice, juntamente com a carne bovina e as hortaliças, elevando a inflação de 2019 acima da previsão.

“No caso da carne houve esse movimento de demanda maior para o mercado externo no último trimestre e menor oferta no mercado interno. As próximas pesquisas podem mostrar se esses preços irão recuar, visto que a demanda também diminui. Muitas pessoas já migraram o consumo para outro tipo de carne”, afirmou Marcelo Eurico.

O grupo dos transportes (1,01%) também impactou a inflação em dezembro, o cenário do aumento dos combustíveis se consolidou no período com elevação de 2,58% no preço da gasolina comum, 6,69% no etanol e 2,07% no óleo diesel.

Já os grupos de habitação (-0,87%) e vestuário (-0,50%) tiveram queda na variação em dezembro. Saúde e cuidados pessoais (0,00%) e comunicação (0,00%) ficaram estáveis.